segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

2 - o não reconhecimento do estado português

Aberto pólo da Universidade Chinesa
Curso de medicina não é reconhecido pelo Estado português
O primeiro pólo de uma Universidade Chinesa no estrangeiro abriu, hoje, em Lisboa, e pretende desviar para Portugal parte do "turismo de educação" que todos os anos viaja para a China. Apesar de a medicina chinesa não ser regulamentada em Portugal e de a licenciatura não ser reconhecida pelo Estado português, esta universidade será a única na Europa com o reconhecimento oficial do Ministério da Educação chinês e cujo diploma final será atribuído pela Universidade de Chengdu, na China.
"Cerca de 700 a 800 pessoas por ano vão para a China estudar medicina tradicional chinesa e, na prática, este pólo da Universidade de Chengdu em Lisboa vai oferecer a possibilidade de os europeus estudarem em Lisboa como se estivessem na China. Sem dúvida que isso tem grandes vantagens como, por exemplo, a língua", explicou Pedro Choy, impulsionador da Universidade de Medicina Chinesa Dr.Pedro Choy, em Lisboa.
"Foi um voto de confiança da Universidade de Chengdu no trabalho que temos desenvolvido em Portugal, que é o país da Europa com mais medicina chinesa e com melhor qualidade, apesar de isso não ter reconhecimento", salientou o médico.
A Universidade de Medicina Chinesa Dr.Pedro Choy já está em actividade há dois anos, com uma licenciatura em português, apesar de ter alunos russos, franceses, chineses e brasileiros.
"Por enquanto não estamos a publicitar o curso internacionalmente para, nesta fase, gerirmos e organizarmos o melhor possível a universidade, mas a médio prazo esperamos estar preparados para receber alunos de toda a Europa e apostar numa licenciatura em inglês", afirmou. O pólo de Lisboa integrará o restrito grupo de universidades de medicina chinesa na Europa, o que leva Pedro Choy a considerá-la "um marco para o desenvolvimento" e uma "aposta na credibilidade".

"Estou convicto de que a medicina chinesa vai impor-se sozinha e podemos comprová-lo pelos países mais desenvolvidos que estão a integrá-la nos seus serviços nacionais de saúde. É um caminho natural", sublinhou. A medicina chinesa é um complexo de terapêuticas que, no seu global, se destina a tratar problemas de saúde em humanos e animais e é constituída pela acupunctura, a fitoterapia chinesa, que é o tratamento com medicamentos à base de ervas chinesas, a massagem energética (Tuina An Mo) e as ginásticas energéticas como, por exemplo, o Tai Chi, para além de toda a formação de conhecimento do corpo igual à medicina tradicional.

(fonte: sic online)

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Penso que é um tema desconhecido e que por isso fizeram bem em optar por este tema. Cada vez há mais pessoas informadas sobre Medicinas alternativas, mas mesmo assim continua a ser um tema pouco falado e, por vezes, aqueles que sabem que isto existe pensam que é um bicho de sete cabeças. Eu própria não sei que vias posso optar. Esperançosa que tenham sucesso com o vosso trabalho e que consigam mudar algumas mentes, Ana Paquete

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